
No último dia 05 de Novembro estive no evento Prazeres da Mesa e tive a oportunidade única de ser convidado para uma
Mega degustação de vinhos espanhóis. Obviamente não pensei duas vezes ao aceitar e logo me dirigi à sala aonde seria feita a degustação. Quando chego lá, a primeira surpresa: A degustação seria conduzida pelo amigo, grande
enófilo e conhecedor Ricardo
Bohn Gonçalves, sobre o qual já falei algumas vezes aqui no blog. Ele é o idealizador da
Wine School, que promove jantares e degustações interessantes, muitas vezes com a presença de produtores estrangeiros. Mas as
surpresas não pararam por aí.
Começando a degustação, foram apresentadas as estrelas da noite, na seguinte ordem:
-
Baron de
Chirel Reserva 2002, o vinho
top da famosa vinícola Marques de
Riscal, na região de Rioja.
- Prado
Rey Elite 2001, o
top da vinícola Parado
Rey, em
Rueda.
-
Todonia Gran Reserva 1987 (Rioja)
-
Dalman 2000 (Rioja)
-
Alion 2003 (Ribeira
Del Duero)
-
Áster 2000 (Ribeira
Del Duero)
- Rioja Alta 1870
Gran Reserva 1995
-
Aalto 2005
Todos os vinhos eram sensacionais,
impressionantemente diferentes, mesmo tendo como base, em sua maioria a
Tempranillo. Mas os modos de vinificação, as regiões, os anos e outros tantos
fatores os tornavam únicos e diferentes.
Não vou aqui falar de todos, pois ficará muito extenso, mas queria destacar alguns pontos que me chamaram a atenção:
Primeiramente a diferença de estilos que ficou muito clara: Os “modernos”
Baron de
Chirel,
Dalman,
Alion e
Aalto com uma madeira mais predominante, mais
frutados e muitos deles mais alcoólicos, que se opõe no estilo aos demais “tradicionais” da degustação.
Depois, a impressionante longevidade do
Todonia 1987, um vinho maior de idade, com 21 anos e em perfeito estado de aroma, sabor e cor. Impressionante!
E por último, como disse acima, como uma mesma uva, que era a base de todos –
Tempranillo – pode dar vinhos tão diferentes, de corpos, cores, aromas e sabores tão distintos e únicos.
Acho que pelos vinhos que foram degustados e juntando também com o último tema da confraria que fizemos (
Post “Gigantes Espanhóis”, abaixo) dá realmente para acreditar que a Espanha está caminhando a passos largos para ser o maior produtor de vinhos do mundo, não só pela área que já tem de plantações (Já é a maior do mundo em áera), mas também pela qualidade de seus líquidos. Claro que ainda precisa de muito para
desbancar alguns ícones de
Bordeaux e Borgonha, bem como
Brunellos e
Barolos. Mas eles já estão se aproximando.