quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

COMO TER CARTA DE VINHOS ECLÉTICA.

Minhas últimas andanças por restaurantes me fizeram começar a olhar com cuidado e carinho as cartas de vinhos destes locais. Na grande maioria das vezes costumo levar o meu próprio vinho, mas sempre que lembro, peço para dar uma olhada na carta.

E é impressionante o que encontramos por aí. Desde cartas nada explicativas, mas honestas e até cartas erradas com erros de português. Mas tem também aquelas cartas completas, com explicações dos vinhos e harmonizações. São raras, mas existem.

Mas o meu foco desta vez não é criticar nem elogiar as cartas, e sim expressar a minha opinião sobre o que considero uma carta de vinhos bem montada. Não importa o nível do restaurante. Acho que todo restaurante que quiser ter vinhos para servir a seus clientes, deve levar em conta alguns princípios importantes, já considerando que é bom sempre ter vinhos de diferentes faixas de preço.

Começando pelos espumantes, acho que uma boa carta deveria ter no mínimo 4 tipos diferentes: Um nacional, um champanhe, um prosecco e um rose, qualquer que seja a nacionalidade. São diferentes tipos de vinhos, que certamente, pelo preço ou pelo gosto, vão agradar a todos. Claro que quanto mais, melhor. Mas tendo estes 4 tipos, já está de justo.

Vamos aos brancos então. Uvas como Chardonnay e Sauvignon Blanc são presenças obrigatórias. Outras menos freqüentes são sempre bem vindas, mas nunca podem faltar vinhos feitos com estas 2 uvas. Sobre as nacionalidades, acredito que por questões de preço e até de gosto, deveriam constar vinhos do novo e do velho mundo. Acredito que um mínimo de 2 rótulos de cada um dos principais países produtores (Espanha, Portugal, Itália, França, Argentina, Chile, África do sul e Austrália) está de bom tamanho. E claro que não pode, de jeito nenhum, faltar algum rótulo nacional.

Caminhando para os tintos, segue quase a mesma regra dos brancos. Não podem faltar as principais uvas – Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Pinot Noir. Além de algumas uvas mais regionais, como a italiana Sangiovese, a “chilena” Carmenère, a “argentina” Malbec ou a Sul Africana Pinotage. Deve ter também algumas opções de vinhos de corte.

Por último, vamos aos vinhos de sobremesa como os Portos, Sauternes, Late Harvest, Jerez e outros. Se a carta tiver umas 2 opções para a sobremesa, acredito que já esteja de bom tamanho.

Ah, e mais um detalhe que acho importante: Todo restaurante deveria ter uma garrafa daquelas especiais, que seja um vinho de comemoração. Como exemplo posso citar os Grand Crus franceses, um Barca Velha, um Vega Sicilia, um Sassicaia ou qualquer outro vinho deste tipo. Vai que um cliente chega querendo comemorar algo e abrir uma destas preciosidades...

Queria só dizer, para terminar, que estas são opiniões pessoais do que eu considero o mínimo para uma carta digna do nível que os nossos enófilos estão ficando com esta difusão da cultura do vinho no Brasil.


CHEERS!!

2 comentários:

Felipe disse...

Deco,mto bom o seu post! posso acrcentar que nunca vi em SP um rest que tenha um carta de vinhos seguindo a risca o standard internacional de apresentacao que é: safra, nome da vinicula, vale de origem, appelacion, uvas que compoem o vinho, preco e pemios.
como segue:
2005 Chateau Phélan Ségur Saint Estephe Haut Médoc Cru Bourgeois Exceptionnel Cabernet Sauvignon Cabernet Franc Merlot R$ 220,00 (91 RP 91 WS).
eu acho isso uma falta de profissionalismo ainda mais que sabemos que as grandes e medias importadoras dominam o mercado e sao elas que preparam as cartas de vinhos... abs!

Anônimo disse...

Estimado André, sugiro vc fazer uma reportagem da Speciale do MAKRO, e conversar com Alexandre Ballardin (Gerente Geral) que é meu amigo, la vc encontra vinhos de primeira com preços de primeiro mundo principalmente da Vinícola Terramater. La vc pode fazer degustaçoes.
un abrazo, Sergio Pina