segunda-feira, 22 de setembro de 2008

COMO TUDO COMEÇOU

Ao lado, um Porto Vintage 1976.

Nasci no dia 14 de Dezembro de 1976 em São Paulo, capital. Há 9 dias do Natal, como é todo ano, já é uma época de um clima diferente, de celebrações, de um espírito mais fraternal. Este dia foi, certamente, um dos dias de maior emoção para meu pai, José Pedro e para minha mãe, Regina. Pelo menos é isto que me falam. Alguns apressadinhos e outros um pouco mais loucos já devem estar se perguntando se naquele dia já bebi o meu primeiro gole de vinho. Não, ainda não, mas quem sabe já não estava com vontade? De qualquer forma, juro que não lembro...

Isto foi apenas para lhes apresentar a pessoa que começou a me mostrar o mundo do vinho, o meu pai. Não que minha mãe também não tenha me mostrado, mas é que meu pai realmente curte e entende sobre um bom vinho. Tá bom mãe...você também me ensinou (Se eu não falar dela, ela me mata!!!). Minha mãe, como é a maioria das mulheres, gosta de um vinho mais adocicado. E talvez, sem querer, ela tenha me ensinado a gostar de um dos grandes tipos de vinho que temos hoje. Um vinho nobre, elegante, cheio de história e com um processo de produção um pouco mais complexo que o vinho comum. Alguns já devem imaginar qual é, pois não está muito difícil.

O Vinho do Porto é realmente um vinho magnífico. Um ícone de Portugal, um ícone da Europa e um ícone do mundo! Entrando um pouquinho no aspecto mais técnico dele, ele é um vinho português, da cidade do Porto, que foi difundido no mundo através dos ingleses, no meio do século XVII. Ele é produzido na região do Alto do Douro (Norte de Portugal) e aí está um de seus grandes segredos: É uma área de produção única no mundo, que são aonde se localizam os terraços sobre o rio Douro. Este glorioso vinho é uma mistura das várias uvas produzidas naquela região. A principal diferença do Vinho do Porto em relação aos outros vinhos é no seu processo de fermentação, que é interrompido com a adição de uma aguardente de vinho, que acaba preservando o açúcar natural da uva. E esta adição é a responsável pelas 2 principais características deste vinho: O seu elevado grau de doçura e de álcool, em média entre 19% e 21%, enquanto os vinhos que costumamos beber regularmente variam de 11% a 15%, dependendo do vinho.

Pronto mãe! Viu só como você também é responsável por esta minha paixão pelo vinho? Aposto que nem sabia desta! Vou abrir um parênteses aqui para fazer o meu merchan e falar que amo muito esta baixinha e que devo muito da minha vida a ela! Mãe, te amo!

Depois deste momento “melado”, (Entendam o melado como quiserem, seja ele pelos elogios à minha mãe ou pelo melado do adocicado Vinho do Porto) volto a falar, superficialmente, pois vou aprofundar depois, da influência do meu pai nesta minha vivência no mundo do vinho.

Ele, italiano como o sobrenome ROSSI diz, sempre foi muito adepto ao vinho. Sempre teve um paladar muito apurado para comida e bebida. Sempre gostou, assim como minha mãe, de comer e beber bem. Não na quantidade, mas na qualidade. Soma-se a isto uma tendência familiar que também tenho, de ter um índice de colesterol um pouco acima da média. E o último fator para que ele pudesse desenvolver mais ainda este gosto pelo vinho é ter tido, graças a Deus e aos pais dele, uma vida com amplas possibilidades de conhecer outras culturas, outros países e outras pessoas que pudessem lhe ensinar muita coisa. Pronto, está na mesa uma combinação perfeita para se desenvolver o gosto pelo vinho, pela magia que é esta bebida que está diariamente na mesa de milhões de pessoas ao redor do mundo. E ela é tão mágica e maravilhosa que a religião católica a usa para representar o sangue de Jesus Cristo derramado em sua morte. Quer mais?

Então foi assim, crescendo vendo meu pai tomando vinho quase todos os dias e com muito gosto, que fui, inconscientemente aprendendo a admirar este ritual que é beber um vinho. Um ritual que vai desde a compra dele até a retirada do rótulo depois de consumido, para minha coleção. E é claro que depois tive também outras fontes de inspiração. Mas estas, eu vou contar ao longo dos diferentes causos que relatarei.

Um comentário:

Victor disse...

Música pra ouvir tomando este vinho:

She's Leaving Home

(The Beatles; Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band)