sexta-feira, 27 de março de 2009

POR UMA VIDA MAIS VERTICAL

Ontem - 26.03 - saiu uma matéria bem interessante no caderno Paladar no jornal O Estado de São Paulo sobre degustações verticais.

Uma degustação vertical é vc tomar um mesmo vinho de anos diferentes. Não sei se vão lembrar, mas já postei textos sobre uma vertical aqui no blog, que foi o gran finalle da confraria que faço parte, no final do ano passado. Foi "A" vertical, do famoso e grandioso super-toscano Tignanello.

Realmente estas degustações estão se tornando cada vez mais frequentes e isto é bom para o aprendizado de cada um. Estas degustações nos permitem ver muitas coisas, mas as principais são o efeito do clima de cada ano nos vinhos e os efeitos do envelhecimento em cada garrafa. São nestas degustações que vemos os efeitos de um ano mais chuvoso ou mais seco; de um ano mais quente ou mais frio; de um ano com seca ou com chuva no momento da colheita. Todas estas variantes ficam evidentes numa degustação vertical. E por fim, são nestas ocasiões que vemos o quanto os produtores estão fazendo seus vinhos com cuidado, pois quanto mais eles durarem na garrafa, melhor. E notou-se neste ano que os editores do caderno Paladar fizeram algumas verticais, que os vinhos sul-americanos podem sim ser vinhos longevos e bem cuidados. Nenhuma das quase 100 garrafas degustadas neste período se mostrou defeituosa. Nenhuma! Com isto, cai um dos mitos que os vinhos sul-americanos convive, que é o de não serem tão longevos como bons exemplares franceses e italianos por exemplo.

Bom, vamos aos vinhos degustados por eles neste período:

- Catena Alta Chardonnay (Argentina)
Safras de 1999 a 2006 - Destaque: Safra 2001

- Don Melchor (Chile)
Safras: 2000 a 2004 - Destaque: Safra 2002

- San Pedro Cabo de Hornos (Chile)
Safras: 1998 a 2005 - Destaque: 1999

- Aquitania Sol de Sol (Chile)
Safras: 2000 a 2006 - Destaque: 2001

- Achaval Ferrer Finca Mirador (Argentina)
Safras: 2001 a 2005 - Destaque: 2001

- Pisano RPF Tannat (Uruguai)
Safras: 1996 a 2006 - Destaque: 1996

- Catena Alta Cabernet Sauvgnon (Argentina)
Safras: 1995 a 2005 - Destaque: 1999

- Enzo Bianchi (Argentina)
Safras: 1997, 1999, 2001 e 2002 – Destaque: 1997

- Prelúdio Juanicó (Uruguai)
Safras: 1992 a 2004 – Destaque: 1992

- Seña Chadwick (Chile)
Safras: 2000 a 2005 – Destaque: 2000

- Montes Alpha “M” Cabernet Sauvignon
Safras: 1996 a 2005 – Destaque: 1998


CHEERS!!

quinta-feira, 26 de março de 2009

VINHO DA SEMANA - TRES PALACIOS PINOT NOIR RESERVE 2008







** Tres Palacios Pinot Noir Reserve 2008 **
Produtor: Bodegas y Viñedos Tres Palacios
Origem: Vales de Cholqui e Maipo (Chile)
Uvas: Pinot Noir
Safra: 2008
Importadora no Brasil: Enoteca Fasano
Preço Aproximado: R$ 62,00


O primeiro vinho safra 2008 que tomei. E me impressionou.
Digamos que pelo custo não esperava um vinho de outro mundo, aquelas maravilhas que tomamos uma vez ou outra, então o bom foi que comprei com as expectativas baixas. E por isto me surpreendeu. Claro que por ser bem novo, o álcool está bem latente, chegando a queimar um pouco a garganta no início. Mas depois de respirar por uns 40 minutos o álcool dá uma amenizada e ele melhora bem.
Para quem gosta de Pinot Noir do novo mundo, um achado pelo custo dele. Expressão pura da Pinot Noir, frutado, suave, com uma cor clara na taça e o pouco de madeira que tem valoriza a fruta pura que ele é. Não esqueçam: É bem jovem e por isto ainda alcoólico. Então deixem respirar um pouco e não se arrependerão! O primeiro vinho de 2008 a gente nunca esquece...hehehe!!


CHEERS!!

segunda-feira, 23 de março de 2009

A EXPOVINIS 2009 VEM AÍ...

PREPAREM-SE!

Vem aí a Expovinis 2009, o evento que mostra como concretiza o ritmo acelerado des­te mercado e consolida-se como o principal meeting do setor na América Latina. São centenas de rótulos, que encantam os visitantes e fazem com que os principais vinhos do mundo cheguem à mesa do consumidor.
Em 2008 foram mais de 15.000 visitantes altamente qualificados que tiveram a oportunidade de conhecer rótulos dos quatro cantos do mundo, apresentados por mais de 260 expositores.

E para os consumidores finais, eles abrirão nos dias 06 e 07 de maio das 19:00 às 22:00.

Confiram mais detalhes no site http://www.expovinisbrasil.com.br/


CHEERS!!

RESTAURANT WEEK - FEEDBACK

Caros amigos,
Recebi alguns feedbacks sobre experiências de algumas pessoas com a Restaurant Week e vou postá-lo aqui. Se alguém mais quiser falar algo, ou comentar alguma experiência, este é o espaço! O e-mail que recebi é da Malela, amiga pingüin e boa bebedora de vinhos. Talvez o fato de ela ser Chilena ajude, afinal, já nasceu com um pé nas videiras, apesar de ser lá da terra dos Pingüins. Mas que ela gosta de coisa boa, ela gosta!
Má, obrigado!

"Minhas 3 experiências foram bem abaixo da média. A começar que a reserva feita no espanhol da Mario Ferraz (Eñe) não valeu de nada. Cheguei lá e tinha uma galera na espera e minha reserva não existia.

Fomos também ao Lola Bistro e para minha surpresa o sommelier não estava. Mas os pratos eram ótimos. Para uma casa que quer ser lembrada como "vinheria" ou "winery", foi fraco.

O BOA foi uma delícia, mas os vinhos em taça muito ruins e preferi fugir para uma cerveja.

Fomos também ao austríaco na rua Lisboa, o Wolf´s Garten. Bem a comida não é das melhores para o meu gosto -goulash- mas os chefs souberam harmonizar muito bem com um forte vinho português. Atendimento nota dez; strudel nota 100 (esse vai ser difícil de bater).

Depois fomos ao Bareto, que não estava na lista, mas queria citar aqui para verem o valor do vinho em taça: Me serviram um Catena Zapata em taça a 35,00. Por ter sido uma data especial, valeu a pena. Mas era caro, hein?!"

CHEERS!!

domingo, 22 de março de 2009

PREMIOS: MAIS CONQUISTAS BRASILEIRAS

Mais vinhos brasileiros ganharam prêmos internacionais: Desta vez foi na 16ª edição do Concurso Chardonnay du Monde, na França.

Esta já é a segunda vez no ano que os vinhos e espumantes brasileiros são premiados na França. Desta vez foi na 16ª edição do Concurso Chardonnay du Monde, realizado no período de 11 a 14 de Março no Château des Ravatys, em Saint-Lager. Participaram do concurso 923 amostras provenientes de 37 países. O Brasil ganhou seis Medalhas de Prata, sendo três espumantes e três vinhos brancos. Com estes prêmios, o Brasil já soma 20 medalhas somente este ano, sendo 18 conquistadas na França e duas na Grécia.
As conquistas foram:
. Aurora Espumante Chardonnay Brut – Vinícola Aurora
. Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2008 – Casa Valduga
. Casa Venturini Reserva Chardonnay 2007 – Vinícola Góes & Venturini
. Panizzon Espumante Chardonnay Brut – Sociedade de Bebidas Panizzon
. Peterlongo Espumante Elegance Champenoise Brut – Vinícola Armando Peterlongo
. Salton Virtude Chardonnay 2008 – Vinícola Salton.
CHEERS!!
Fonte: Academia do Vinho

DICIONÁRIO DAS UVAS - PETIT VERDOT

Mais uma uva tinta original de Bordeaux, usada principalmente em combinação com merlot e cabernet sauvignon, o que dá o famoso corte bordalês. Uma uva difundida no mundo todo, mas é difícil acharmos algum vinho varietal feito desta uva.

As razões eu não sei bem, mas a realidade é que encontramos ela em muitos vinhos de assemblage, às vezes dando vinhos sensacionais, que costumeiramente tem cor forte e são encorpados.


CHEERS!!

NOITE NO SAFARI

No último dia 12 de março, como comentei aqui, tivemos a segunda confraria do ano, com o tema da África do Sul, proporcionado em sua totalidade pelo Marcio. Digo que foi em sua totalidade pois como é de costume, quem leva os tintos não leva os brancos e nem paga a conta. Mas desta vez tivemos uma outra situação.

O Marcio foi in loco comprar os vinhos da confraria. Aproveitando que já tinha uma viagem de 1 semana agendada, aproveitou para se deliciar com os excelentes e surpreendentes vinhos sul-africanos. E além de trazer alguns para a sua adega, trouxe brancos e tintos para o nosso evento. O restaurante escolhido: Varanda Gril, com uma carne deliciosa e certamente uma das melhores de São Paulo. Vale destacar também a atenção que recebemos do sommelier da casa, Thiago Locatelli.


Os vinhos foram:

La Cournne Chardonnay 2006
La Cournee Chardonnay 2007
Hamilton Russel Vineyards Pinot Noir 2007
Ernie Els 2004 (Cab. Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, Malbec e Cabernet Franc)

Começamos pelo La Cournee Chardonnay 2007 e fele supreendeu. Apesar de novo, estava num ponto excelente para ser tomado, com uma madeira deliciosamente presente e um frutado típico de Chardonnay passado por madeira. Um vinho redondo e surpreendente.


Ao irmos para os tintos, já estávamos com o "sarrafo" lá em cima, pois o Chardonnay estava demais. De um lado um pinot noir jovem, mas com muita personalidade e expressando tudo o que esta uva consegue dar no novo mundo: Um vinho redondo, suave, marcante, límpido e claro no copo. Assim como o Chardonnay, novo, mas pronto para ser bebido. Porém, com mais alguns anos de garrafa ele vai se desenvolver bastante e se tornar um vinho ainda mais delicioso.

Já o famoso Ernie Els, um corte de 5 uvas, era bem diferente do anterior. Um vinho que caiu muito bem com as carnes que comemos, pois era suculento, encorpado e ficava por um bom tempo na boca. Um vinho complexo, como era de se esperar um vinho com 5 cepas diferentes, mas um vinho sensacional. Apesar de ser 2004, ainda estava novo e daqui uns 10 anos estará um néctar dos deuses, pois hoje ele já está muito bom e foi abrindo com o passar do tempo na taça.

Para terminar, por sugestão do JP, abrimos o Chardonnay 2006 na sobremesa. Uma experiência diferente, pois ele é um vinho seco e não feito necessariamente para harmonizar com doces e frutas. E não é que deu certo?! A doçura da fruta misturada com a madeira deu um vinho extremamente gostoso e fácil de beber. Mesmo como uma "sobremesa". Uma experiência diferente, mas que valeu a pena tentar.

Um belíssimo jantar, como os outros que fizemos e que agora esperamos pela próxima parada: Califórnia! Aguardem!!


CHEERS!!

quinta-feira, 19 de março de 2009

VINHO DA SEMANA - ORZADA CARIGNAN 2004

** Odfjell Orzada Carignan 2004 **
Produtor: Odfjell
Origem: Maule (Chile)
Uvas: Carignan
Safra: 2004
Importadora no Brasil: World Wine
Preço Aproximado: R$ 86,00


Há mais de 20 anos, o norueguês Dan Odfjell vislumbrou o território ideal para a produção de tintos premium, no Maipo e Maule (Chile). Ele compôs um time internacional de enólogos formado por nomes importantes do mundo vinícola, entre eles o americano Paul Hobbs. Juntos trabalham com absoluto respeito ao terroir, para produzir vinhos de alta e consistente qualidade desde a primeira safra. Este Orzada Carignan é sem dúvida nenhuma um dos melhores custo-benefício que já tomei. E um dos mais interessantes vinhos que tomei ultimamente. Talvez por ser uma uva que não tomamos com muita frequencia em vinhos varietais, mas o fato é que ele é realmente uma delícia. Complexo nos aromas e na boca. Redondo, equilibrado e enche a boca. Frutado, mas não em demasia. Macio, encorpado, e com taninos na medida certa. Uma verdadeira descoberta! Vou agora experimentar os outros varietais deles (Cabernet Sauvignon, Syrah, Cabernet Franc, Malbec e Carmenère).


CHEERS!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

VINHO E SAÚDE - PARTE 4

Mulheres que bebem vinho regularmente podem apresenta ossos mais fortes, e o que afirma um novo estudo, que será publicado em abril pela American Society for Nutrition no American Journal of Clinical Nutrition.

Os pesquisadores avaliaram mais de 2700 pessoas através da quantidade de bebida alcoólica ingerida e a densidade de ossos do quadril e da coluna de cada indivíduo.

Homens que consomem uma ou duas latinhas de cerveja por dia têm ossos até 4% mais densos do que daqueles que não ingerem a bebida. Mas a força óssea é menor em homens que ingerem mais do que dois drinks por dia, porque os benefícios parecem ser maiores com cerveja e vinho do que com outras bebidas alcoólicas.

Isso pode acontecer devido às outras substâncias que essas bebidas possuem, como por exemplo, o silicone da cerveja e o resveratrol no vinho.

Mas os pesquisadores também alertam que o excesso de bebida alcoólica traz muitos efeitos negativos.



CHEERS!!



Fonte: Revista Adega

segunda-feira, 16 de março de 2009

VINHO DA SEMANA - CHIANTI TOSCA COLLI SENESI 2004

** Chianti Tosca Colli Senesi - Ten.Valdipiatta 2004**
Produtor: Tenuta Valdipiatta
Origem: Toscana (Italia)
Uvas: Sangiovese e Canaiolo
Safra: 2004
Importadora no Brasil: Zahil
Preço Aproximado: R$ 60,00


Um chianti com excelente custo-benefício. Um típico Chianti, com a expressão perfeita da sangiovese, corpo médio e pronto para ser tomado, pois não é um vinho de muita guarda (Já está com 5 anos). Uma excelente pedida para o dia-a-dia e vai bem com carnes e aves grelhadas, porém sem carregar muito no tempero.

CHEERS!!

sexta-feira, 13 de março de 2009

DICIONÁRIO DAS UVAS - GRENACHE

Uva tinta de muita qualidade, amplamente cultivada no leste e sul da França. Esta é a principal uva da maior parte dos vinhos Côtes-du-Rhône e dos Châteauneuf du Pape. Em muitos casos ela é misturada com a syrah, mourvèdre e cinsault.

Na Espanha é conhecida como garnacha ou granacha, onde também apresenta-se em bons vinhos.

Além de França e Espanha, ela também tem dado bons resultados na África do Sul, Australia e California. Os vinhos varietais são pouco comuns.
Ela costuma dar vinhos de cor rubi intensa, com bom corpo e aromas bem frutados. Tem um bom equilíbrio de acidez, com taninos bem presentes.
CHEERS!!

quinta-feira, 12 de março de 2009

ESCOLA DO VINHO MIOLO - SOMMELIER INTERNACIONAL

Interessados em gastronomia e enologia podem comemorar a parceria que a Escola do Vinho Miolo firmou com o sommelier italiano Roberto Rabachino, reconhecido instrutor e diretor dos cursos da Federação Italiana Sommelier Albergatori Ristoratori (FISAR) e responsável pela FISAR Internacional. Ele ministrará cursos de formação de sommelier internacional na Escola do Vinho em vários estados do país durante este ano.

O primeiro deles ocorrerá neste mês em São Paulo, entre os dias 23 e 27. Os participantes receberão certificado de qualificação profissional da FISAR-Piemonte, que possui certificação internacional da Europe Academy for Education. “É uma honra para a Escola do Vinho Miolo, através da Federazione Italiana Sommelier A.R., oferecer um curso de nível internacional e certificado por tal federação. Ninguém melhor do que o Dr. Roberto Rabachino, já eleito o melhor sommelier do mundo, para representar com tanta propriedade a arte do vinho, da gastronomia e da harmonização”, afirma a enóloga e sommelière Gabriela Jornada, gerente da Escola do Vinho Miolo. Rabachino é docente sobre temas ligados ao mundo do vinho em várias universidades do mundo. Foi eleito o melhor sommelier do mundo pela International Wine Federation em 1992 e 1996. Em 2007 e em 2008 foi premiado como o melhor comunicador do vinho na Vinitaly. Durante os cursos na Escola do Vinho, contará com a assistência de Jefferson Sancineto Nunes, diretor do Enolab de Flores da Cunha (RS), empresa especializada em pesquisa aplicada em viticultura e enologia que presta assessoria a várias vinícolas do país.

Os cursos de sommelier internacional acontecerão também no Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Florianópolis. Os valores dos cursos variam de R$ 3.700,00 a R$ 4.100,00.

Calendário:

São Paulo - De 23 a 27 de Março / 6 a 10 de Julho / 19 a 23 de Outubro / 30 de Novembro a 4 de Dezembro

Salvador - De 13 a 17 de Julho

Rio de Janeiro - De 20 a 24 de Julho

Brasília - De 26 a 30 de Outubro

Florianópolis - De 07 a 11 de Dezembro

Mais informações devem ser obtidas com Alessandra no fone (11) 2167 1600 ou pelo e-mail alessandra@miolo.com.br


CHEERS!!

quarta-feira, 11 de março de 2009

VINHO SUBESTIMADO - POR FELIPE KAUFMANN

Recebi este e-mail do Felipe Kaufmann e achei que seria interessante postá-lo no Blog, com a autorização dele, é claro. Abaixo o e-mail na íntegra:

"A única resposta que eu tenho para isso é: o mundo ainda não conhece bons vinhos.

A estória é simples: Fui jantar em um bom restaurante aqui da Ásia, dentro de uma das melhores cadeias de hotéis do mundo, quando me deram a carta de vinhos eu não hesitei: pode trazer este Seña 2005, a R$ 91,00!!! Exatamente: Noventa e um reais!

E era ele mesmo, jovem, "verde" ainda porém muito bom! Comi bem e bebi mais ainda (tbm pelo preço!), paguei a conta e ainda perguntei se eu poderia comprar mais 1 garrafa do vinho para levar para casa, o que me responderam que não havia problemas. Atendimento perfeito, como é de praxe. Um jantar para se guardar na memoria!

Aqui na Ásia eles teimam em achar que vinho Chileno é vinho barato e de “segunda linha”. Primeira linha só os Franceses... e mesmo assim, só os Bordeaux e Borgonhas! De qualquer maneira, chamei o gerente de lado e confessei que o tal chileno estava muito barato e que uma sugestão seria rever o preço porque, certamente estava equivocado. Mas que se eu fosse uma próxima vez la e o preço estiver sido aumentado, pagarei os mesmos R$ 91,00.

Justo não?!

Depois do jantar fui tomar um Martini no bar que eles inauguraram que se chama Sultan, e para a minha surpresa, um dos melhores charutos do mundo, o Bolivar Corona estava com um otimo preco também: R$ 35,00!!!"



CHEERS!!

terça-feira, 10 de março de 2009

VINHO E SAÚDE - PARTE 3

Mais um tipo de câncer que o vinho ajuda a evitar: O câncer de esôfago.

Pesquisadores da Califórnia, estudando a relação entre o consumo de álcool e o adenocarcinoma de esôfago, deram de cara com uma curiosa relação. Os bebedores de uma ou duas doses de vinho tinto por dia apresentavam uma redução do risco de 56% da ocorrência de uma lesão pré-cancerígena chamada de esôfago de Barret. Essa lesão ocorre quando a parede da região entre o estômago e o esôfago sofre alterações celulares por contato constante com o suco gástrico. A alteração ocorre em cerca de 5% da população e aumenta entre 30 e 40 vezes a chance do desenvolvimento do adenocarcinoma de esôfago.

A obesidade é um dos fatores de risco para o aparecimento do refluxo gastroesofageano que facilita o aparecimento do esôfago de Barret.
A busca original dos pesquisadores era tentar entender o papel do consumo de álcool no desenvolvimento do câncer de esôfago. Foram mais de mil adultos acompanhados por dois anos, Período durante o qual foram comparados o consumo de álcool, o tipo de bebida e fatores corporais e o aparecimento das lesões esofageanas. O consumo de álcool não se mostrou relacionado ao aumento do risco para alterações do esôfago. No caso do vinho tinto o efeito foi diretamente oposto. Como ainda não se conhecem as causas para esse efeito benéfico, os pesquisadores se voltam para propriedades antioxidantes do vinho tinto. Acredita-se que os antioxidantes possam contrabalançar os efeitos danosos do ácido sobre a parede do esôfago.

Antes que os apreciadores de vinho se animem, tomar mais do que duas taças por dia não aumenta o efeito protetor.

Por Luis Fernando Correia, que é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN.


CHEERS!!


Fonte: G1.com.br

domingo, 8 de março de 2009

VINHO DA SEMANA - COLDSTREAM HILLS PINOT NOIR 2006

** Coldstream Hills Pinot Noir 2006**
Produtor: Coldstream Hills
Origem: Yarra Valley (Australia)
Uvas: Pinot Noir
Safra: 2006
Importadora no Brasil: Mistral
Preço Aproximado: R$ 110,00


Um grandioso Pinot Noir da Austrália. Equilibrado, intenso e um vinho que expressa bem o que é esta uva no país dos cangurus. Frutado, leve, mas ao mesmo tempo enche a boca com uma bela estrutura. É um pouco mais caro que a maioria dos vinhos que coloco aqui, mas ele vale o que custa e é um vinho que impressiona e apaixona os amantes da Pinot Noir.


CHEERS!!

sexta-feira, 6 de março de 2009

VINHOS E VOOS - POR FELIPE KAUFMANN

Caros amigos do Enodeco, este post é interessante, no vôo desde a Cidade do México ate Lima (e retorno), no Peru, pela companhia AeroMexico na classe executiva, eles servem vinhos Mexicanos, sim veja vc mesmo (http://www.montexanic.com.mx/ )! São eles:

Champagne: Moet Chandon N/V Nectar Imperial (bem peculiar eles servirem a Nectar Imperial que alem de mais cara é bem doce; eu gosto, mas já ouvi muitos comentários que muita gente não)

Vinhos Brancos:
Viña Montes Casablanca Montes Alpha Chardonnay 2007 e
Monte Xanic Valle de Gadelupe Sauvignon Blanc 2006

Vinhos Tintos:
Viña Montes Colchagua Montes Alpha Cabernet Sauvignon 2006
Monte Xanic Valle de Gadalupe Cabernet Sauvignon 2005


Aqui entre nós, entre Montes Alpha e Monte Xanic, eu fico com o Monte Xanic! Sim, a Montes teve uma disparada em termos de volume (para maior) e uma outra disparada em termos de qualidade (para pior), quem não se lembra o que era um Montes Alpha Syrah em 2003, tome um 2006 hoje e compare a textura, quantidade de uva no vinho, enfim a qualidade diminuiu bastante.

*A AeroMexico possui 3 estrelas no rating Skytrax ( http://www.airlineqality.com/ )



A TAM poderia seguir a ideai da AeroMexico e de outras companhias patriotas e ter opções de vinhos brasileiros a bordo. Pelo menos espumantes ou na classe econômica...

Trecho: De Lima para São Paulo e retorno
Classe executiva

Champagne:
Não há

Vinhos Brancos:
Somente 1 opção: Jabob’s Creek, Chardonnay Classic (Australia)

Vinhos tintos:
Bodega Catena Zapata, Mendoza, Catena Malbec
Nieto Senetiner, Lujan de Cuyo – Mendoza, Bonarda Reserva (que beleza, adoro Bonarda e me lembro que tinham qualidade)

Por algum motivo, eles não colocam as safras dos vinhos em seu cardápio.

*A TAM possui 3 estrelas no ranking Skytrax


Cathay Pacific*
Trecho: De Hong Kong para Kuala Lumpur e retorno
Classe executiva

Na Cathay eles entregam uma carta de vinho separada do menu (se todas as companhias aéreas fossem assim...)

Champagne:
Billecard-Salmon Brut Champagne N/V

Vinhos Brancos:
Eventus, Veneto, Pinot Grigio 2007 (Italia)
Moon Mountain, Hunter Valley, Chardonnay 2007 (Australia)

Vinhos Tintos:
Peter Lehamann, Barossa, Cabernet Sauvignon 2005 (Austrália) – me lembro de experimentar todo o portfolio da Peter Lehamn este ano, e não achei nenhum com a particularidade quente e potente que eu adoro de Barossa.

Vieux Chateau Landon, Médoc, Cru Borgeois 2005

Porto:
Dow’s Late Botlled Vintage Port 2003

Isso tudo alem, de coquetéis que eles preparam como o “Cathay Delight”que vai suco de Kiwi, suco de coco e um toque de hortelã fresca (não alcoólico) ou “Pacific Sunrise”que vai champagne e Drambui com raspas de laranja e limão.

De “spirits” eles tem:
Gin, Rum, Vodka, Martini Rosso, Martini Extra Dry, Campari, Sweet and Dry Sherry, Bloody Mary e Screwdriver

Whiskies:
Chivas Regal 12 Years Old , Johnie Walker Gold Label (na primeira classe eles tem Blue Label e na economica Black), Jack Daniel’s e Canadian Club

Cognac:
Hine Rare and Delicate Fine Champagne

Licores:
Drambuie, Contreau e Bailey’s Irish Craem

Cervejas:
International selection

*a Cathay Pacific possui 5 estrelas (a máxima pontuação) no guia Skytrax

Nunca é de mais lembrar: divirta-se tomando vinhos no avião com a noção de que o ar pressurizado reduz a quantidade de oxigênio, ou seja, vc fica bebado mais rápido!

Tim Tim e até o próximo post!

quinta-feira, 5 de março de 2009

VINHOS DA ÁUSTRIA - PARTE 2

Vamos à segunda parte sobre os vinhos austríacos:

Localização e variedades
A viticultura da Áustria concentra-se no leste do país, na fronteira com a Hungria, República Checa, Eslováquia e Eslovênia. Localizada mais ao sul do que as regiões vinícolas alemãs, o clima austríaco permite um leque de tipos de vinhos mais aberto do que no país germânico.
A uva emblemática da Áustria é a branca Grüner Veltliner. Ela ocupa mais áreas de vinhedos terrenos austríacos do que qualquer outra casta, e propicia vinhos secos frescos, discretamente apimentados. Entre as demais brancas destacam-se a Riesling e a Gewürztraminer. Correndo por fora, a Welschriesling, uma casta secundária que resulta em excelentes vinhos de sobremesa.

A líder das tintas nativas desse país continental é a Zweigelt, que lembra o estilo da piemontesa Dolcetto, com seu aroma de mirtilo e amoras. Aparecem também as alemãs Portugieser e Blaufränkisch. Uma novidade austríaca é a uva tinta St. Laurent, que vem ganhando ótima reputação neste início de milênio.


Classificações
As classes dos vinhos na Áustria, da mais popular para a mais nobre, são Tafelwein (vinho de mesa), Landwein (vinho regional) e Qualitätswein (vinho de qualidade).
Uma classe especial típica é Smaragd, categoria de qualidade mais elevada do Wachau, equivalente na Alemanha a um Spätlese seco.
As jóias da coroa são os vinhos de sobremesa botritizados, particularmente os elaborados nas margens do lago Neusiedler (região do Burgenland), na fronteira com a Hungria, onde a as condições para desenvolvimento da podridão nobre são favoráveis.
As categorias de vinhos doces são as mesmas da Alemanha, inclusive Eiswein, mas existe uma categoria própria (Ausbruch) entre Beerenauslese e Trockenbeerenausles.

Outra peculiaridade é o Vinho de Palha (Strohwein ou Vin de Paille) feito de uvas supermaduras, passificadas sobre esteiras de palha.
A evolução dos vinhos austríacos desde o desmembramento do Império Austro- Húngaro é uma história de ressurgimentos e rompimentos com o passado. Quem quer provar os vinhos mais fascinantes da Áustria atual, em plena fase de ressurgimento, deve procurar os de uvas nativas, acima citadas. As uvas francesas recém-importadas produzem vinhos com menos tipicidade. Não esquecendo que os grandes caldos austríacos, as jóias da coroa, são os brancos de sobremesa, de uvas botritizadas.


CHEERS!!

terça-feira, 3 de março de 2009

ÓTIMA DICA: RESTAURANT WEEK 2009

Começou na Segunda-Feira - 02.03 - a 4a. edição da Restaurante Week. São 122 estabelecimentos na cidade que terão preço fixo num determinado cardápio com entrada, prato principal e sobremesa. O evento vai até o dia 15 de Março.

O Restaurant Week surgiu há 16 anos em Nova York, para ser parceiro do Fashion Week e aumentar o volume de vendas na “Slow Season” época de férias em Julho. Tudo começou muito simples e com cerca de 90 restaurantes participantes em toda a cidade, NYC tem mais de 10.000 restaurantes. O evento teve a duração de uma semana somente, em julho, foi sucesso total.No ano seguinte, se desassociou do grande evento da moda e iniciou uma impressionante trajetória. Já aconteceu em mais de 100 das principais capitais e grandes cidades do mundo, como Washington, Boston (ambas com entrada, prato principal e sobremesa a 24,07 dólares), Londres e Amsterdã (entrada, prato principal e sobremesa a 24,07 euros). O preço nem sempre é o mesmo.

O principal objetivo é a Responsabilidade Social, arrecadando doações de R$ 1,00 a R$ 2,00 por couvert consumido. É uma ótima oportunidade para a captação de novos negócios e, principalmente, para manter e reforçar a clientela dos restaurantes envolvidos no evento.

Esse ano, casas famosas aderiram ao projeto, tais como: Bistrô Charlô; Arábia; Consulado Mineiro; Marcel; Boa Bistrô; Octávio Café; Sal Gastronomia; Shintori entre outros. igualmente importantes. Estes 120 restaurantes aceitaram o desafio de preparar cardápios diferenciados com entrada, prato e sobremesa a um preço fixo, igual em todas as casas participantes do evento: almoço por R$ 25,00 + 1 e jantar por R$39,00 + 1 (couvert não incluído), valores com os quais não seria possível apreciar as iguarias das casas que participam. Aproveitem e façam suas programações!!
A lista de todos os restaurantes, os cardápios e outras informações estão no site do evento: http://www.restaurantweek.com.br/
CHEERS!!

ADEGA INUSITADA

Recebi este e-mail e achei bacana compartilhar com vcs. Eu particularmente se tivesse uma casa + $$$$ que comprtasse uma estrutura destas, fatalmente teria uma destas... Quem sabe daqui a alguns anos...rsrs!!

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Quem gosta de vinho, vai se apaixonar por esta idéia! Mistura de túnel, escada caracol, porão e adega. Este sistema exclusivo de construção, permite estoques de 1.000 a 1.600 garrafas de acordo com a profundidade, que vai de 2 a 3 metros. De forma resumida, trata-se de um buraco no chão, onde uma mistura de degraus e compartimentos para garrafas é construída.


O resultado combina economia de espaço, praticidade, perfeita organização, mas principalmente conservação ideal do precioso líquido. Para você enófilo, enólogo ou bebedor em geral, esta é uma boa sugestão.


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segunda-feira, 2 de março de 2009

É BOM E FAZ BEM - PARTE 2

Como disse no post anterior (aqui), vamos a alguns benefícios do vinho para a nossa saúde:

Ajuda a evitar doenças cardíacas:
De 1 a 3 taças de vinho por dia diminui em até 50% o risco de doenças coronarianas. Pesquisadores sugerem que pode haver outros componentes da bebida, além do etanol (álcool), com poderes preventivos (antioxidantes, taninos e componentes fenólicos).

Ajuda a combater o câncer:
O vinho também ajuda a prevenir o câncer. Pesquisa feita por 2 biólogos moleculares da Universidade da Carolina do Norte (EUA), publicada em junho de 2000, relata evidências de que a substância resveratrol, encontrada na casca da uva, pode controlar o mecanismo genético que auxilia a prevenção e o tratamento do câncer. A substância promove a morte das células cancerígenas por meio da inibição de uma proteína específica.Há algum tempo os cientistas já suspeitavam dos poderes anticarcinogênicos da substância: em 1997, um estudo com ratos desenvolvido na Universidade de Illinois, em Chicago (EUA), demonstrou que o resveratrol reduzia em até 98% a incidência de câncer de pele nesses animais. Desde então, outros estudos foram conduzidos para verificar sua atuação em humanos, em câncer de cólon e de mama.

CHEERS!!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

DICIONÁRIO DAS UVAS - PINOTAGE

A Pinotage é uma combinação híbrida de pinot noir e cinsault, realizada na África do Sul. Este cruzamento foi realizado pela primeira vez pelo Prof. Peroldt, em 1922. A cinsault foi levada da sua origem, em Cotes du Rhône, França para a região do Cabo e o nome 'Pinotage' é uma combinação dos nomes 'Pinot' com 'Hermitage', sendo esta uma denominação usada para a Cinsaut na África do Sul.

A Pinotage é hoje uma marca da África do Sul, como a Malbec é da Argentina, e a Carmenére do Chile. Produz bons varietais, de médio corpo e alguns de boa guarda. A maioria dos vinhos feitos com esta uva é potente, com cor vermelha escura, e bastante tanicos; No paladar, são bastante adstringentes.

Ela é tão significativa naquele país, que ganhou uma associação, a Pinotage Association (http://www.pinotage.co.za/)

A razão de eu postar sobre esta uva agora é porque se aproxima a data de nossa próxima confraria (12.03), que terá o tema da AFRICA DO SUL. E acho que esta uva vai estar entre nós...


CHEERS!!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

HARMONIZAÇÃO - FATORES IMPORTANTES: AMARGOR

Este é um ítem importante e muito difícil de se botar em prática. Vejamos por que:

O recém-nascido, por exemplo, está preparado para o gosto doce, que é o leite materno. Mas à medida que o tempo passa, ele precisa passar por um aprendizado nem sempre muito fácil de se acostumar com salgados, azedos e amargos, quando começamos a introduzir papinhas, frutas e outras comidinhas em suas dietas. E certamente o amrgor é o último a ser aprendido e acostumado.

Para nós, o amargor é quase sempre um sinônimo de algo desagradável, talvez pela referência que tenhamos de venenos e afins. Dizem que 25% da população apresenta uma sensibilidade acentuada para o amargor.

Um fato curioso, que talvez nunca tenhamos reparado: Assim como o salgado, o amargor acentua-se com o frio, o que explica porque muitos vinhos tânicos devem ser servidos a uma temperatura mais elevada. Cafés e chás são servidos quentes por este mesmo princípio.

Porém, no vinho o amargo é costumeiramente associado aos taninos e quase sempre confundidos com a adstringência, o que não é totalmente verdade. Neste sentido, o amargor é uma sensação gustativa e a adstringência, uma sensação táctil. Conseguem diferenciar?

Na harmonização, precisamos tomar cuidado para não sobrepormos um ao outro. É sempre bom termos na cabeça a seguinte frase: Amargor no vinho multiplica o amargor da comida.
Comer uma carne ao ponto com um vinho bom, com bastante taninos é uma coisa agradável e correta. Comer esta mesma carne um pouco mais passada com este mesmo vinho será diferente, pois os taninos acentuarão o amargor do grelhado excessivo da carne.

Então, atenção ao amargor! Ele pode matar sua comida e seu vinho se não for bem combinado.


CHEERS!!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O TINTO QUE SURGE DO IRMÃO BRANCO

A Viña Aquitania (Valle do Maipo), vinícola chilena dos poderosos Paul Pontalier (Dirtor Técnico do Chateau Margaux), Bruno Prats (Ex-Proprietário do Cós d´Estournel e presidente do champanhe Bollinger) e Felipe de Solminihac, vai lançar o Sol de Sol tinto, feito à base de Pinot Noir. O Sol de Sol branco, feito com Chardonnay plantado em Traiguén (Valle de Malleco – 650 Km ao sul de Santiago) é um dos melhores, se não o melhor chardonnay chileno. Além do extinto Paul Bruno (primeiros nomes dos 2 sócios Frances) e o Lazulli, feitos predominantemente com Cabernet Sauvignon. Vendo o histórico dos vinhos da vinícola, não é difícil prever a qualidade que o Sol de Sol tinto terá...


CHEERS!!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

VINHO DA SEMANA - MONTES MALBEC 2006

** Montes Malbec 2006**
Produtor: Viña Montes
Origem: Vale do Colchagua (Chile)
Uvas: Malbec
Safra: 2006
Importadora no Brasil: Mistral
Preço Aproximado: R$ 52,00



Um bom custo benefício da Viña Montes, uma das principais vinícolas chilenas em tamanho, tradição e qualidade. E mais uma prova de que o Chile pode sim produzir bons Malbecs. Apesar de pertencer à linha básica da vinícola, já é melhor que muitos dos vinhos de linha básica do Chile, pois ele tem uma estrutura boa, nariz agradável e boca mais persistente que a média dos vinhos por este preço. Por ser um vinho jovem, ainda tem o álcool bem presente.

É BOM E FAZ BEM - PARTE 1

Muita gente já sabe, mas queria também colocar no Blog este assunto para que as pessoas possam ler e se informar um pouco mais.

Esta nossa deliciosa bebida e motivo de existência do Blog, também é um santo remédio que ajuda a prevenir algumas doenças. falarei aqui, em 3 partes sobre alguns benefícios do vinho para nós.

A maioria das pessoas bebe vinho por seu paladar complexo e agradável. Mas os efeitos terapêuticos do vinho têm sido objeto de pesquisas há muito tempo. Países como Estados Unidos, França e Dinamarca publicaram, no início da década de 90, trabalhos científicos que comprovaram a importância do vinho para a saúde.

Desde que bebido com moderação, o vinho pode atuar como fator preventivo de várias doenças – tais como cardiopatias e derrames cerebrais –, aumentar a longevidade e até agir como agente antimicrobiano.

Uma das pesquisas mais importantes – conhecida como o “Paradoxo Francês” – foi conduzida por pesquisadores daquele país e extensamente divulgada em 1991, no programa de TV norte-americano “60 Minutes”, da CBS.
O “Paradoxo Francês” diz que os franceses – cuja dieta é rica em gorduras e a incidência de fumantes na população é alta – eram menos propensos a ataques cardíacos do que outros povos de países industrializados. Isto foi atribuído ao consumo regular de vinho pelos franceses, pois o álcool eleva os níveis de HDL (high density lipoprotein ou lipoproteína de alta densidade), conhecido como o “bom colesterol”, no sangue. A veiculação do estudo aumentou consideravelmente a venda de vinhos tintos no país.

A segunda grande pesquisa sobre o assunto, em 1995, destacou os efeitos do vinho em relação a outras bebidas alcoólicas: realizada com 13 mil pessoas durante 12 anos por cientistas dinamarqueses do Copenhagen Heart Study, a pesquisa traz evidências de que as taxas de mortalidade diminuem mais entre pessoas que bebem vinho do que naquelas que tomam cerveja ou destilados. A pesquisa também demonstrou que os efeitos benéficos do vinho se estendem àqueles que bebem até 5 taças (cerca de 1 garrafa) de vinho por dia – ou seja, elevou o patamar anteriormente considerado “moderado”.

Pelas pesquisas que já foram feitas, sabemos que o vinho ajuda a:

. Evitar doenças cardíacas
. Combater o câncer
. Prevenir úlceras
. Proteger contra o Mal de Alzheimer

Nas próximas semanas falarei um pouco sobre como o vinho ajuda em cada um destes tópicos.


CHEERS!!

Fonte: Terra.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

GENÉTICA DO VINHO

Sua estrutura genética pode determinar os vinhos que você gosta de degustar e "cheirar". Algumas pessoas possuem uma genética que lhes permitem gostar de todos tipos de vinho. Esses "sortudos" são chamados de "superdegustadores".

Nos últimos anos, um grande número de tradicionais analistas da indústria vinifera, muitos deles da Inglaterra, tem assinalado aquilo que acreditam ser uma grande falácia no esquema rígido de analisar um vinho através de sua pontuação numérica. A crítica deles é que um pequeno número de avaliadores americanos parece ser "encantado" por um estilo de vinho que os críticos veem como esteticamente contrário ao que eles entendem que deva ser um "grand vin". Clive Coates, conhecido autor francês sobre vinhos, recentemente desdenhou dos críticos americanos que gostavam particularmente de um controvertido vinho tinto de Bordeaux dizendo que: "qualquer um que goste daquele vinho, deve fazer um transplante de cérebro". É como se os britânicos vissem os americanos como geneticamente diferentes no que se refere à degustação de vinhos tal como ela é concebida (pelos europeus).

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

VINHOS DA ÁUSTRIA - PARTE 1

Recentemente andei lendo alguns artigos que falavam sobre países não tão tradicionais em produção de vinhos, mas que estavam despontando e supreendendo. Abaixo viou transcrever um artigo que li na internet, mas e 2 partes, para não ficar muito longo, que fala sobre a Áustria. Espero que gostem!

"As regiões vinícolas do centro da Europa - da Suíça à Eslováquia, passando pela Áustria - estão se tornando cada vez mais importantes no panorama europeu do vinho. A introdução de castas internacionais conhecidas ao lado de castas nativas, bem como a recente renovação da tecnologia, tem ajudado. O rigor dos requisitos de qualidade no sentido de evitar fraudes, a atividade de enólogos estrangeiros e os custos de elaboração mais baixos também os auxiliam na competição.
Os países centrais do continente europeu têm tradição vinícola milenar, mas sua importância no mundo do vinho até os anos 1980 era apenas marginal. Com os novos acordos comerciais, a consolidação da Comunidade Européia incentivando a competição e o influxo de conhecimento dos flying winemakers, as coisas mudaram, principalmente ao longo dos anos 1990.

Os desenvolvimentos mais notáveis na Europa Central nos últimos 20 anos tiveram lugar na Áustria. A história do vinho austríaco remonta à época dos celtas, sendo anterior, portanto, ao cristianismo. Sua colocação durante séculos limitou-se, porém, ao consumo local. O grande impulso na indústria vinícola austríaca deu-se durante o Império Austro-Húngaro, por volta de 1860. Esse período deixou um rico legado para os produtores decorrentes da regulamentação do cultivo e da elaboração, assim como das pesquisas realizadas na escola vinícola do mosteiro Klosterneuburg, no Danúbio. Novo intervalo sem repercussões aconteceu depois disso, até o fim da Segunda Guerra Mundial.

Em 1950, um pequeno círculo de vinicultores começou a reformar a indústria vinícola. Sua ação deu resultados positivos, mas viu-se prejudicada em 1985 quando os vinhos doces do país, os mais notáveis por sinal, caíram em descrédito pela descoberta de adição fraudulenta de produtos químicos ao mosto.

Durante quase dez anos, os produtores austríacos enfrentaram dificuldades, mas os mais conscientes não esmoreceram. Os requisitos de qualidade tornaram-se severos e a obediência a eles mais estrita. Na segunda metade da década de 1990, finalmente, eles viram seus esforços e sua persistência compensados quando alguns dos vinhos austríacos passaram a merecer destaque.

Neste início de milênio, os vinhos da Áustria voltaram a receber o reconhecimento internacional. Seus Rieslings secos do Danúbio e seus vinhos brancos de sobremesa contam-se hoje entre os melhores do mundo. Vista de perto, a vinicultura austríaca é, assim, uma história de ressurgimento."

Na semana que vem continuarei com a outra parte, que fala das uvas, regiões e classificações.

Até lá!


CHEERS!!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

VINHO DA SEMANA - CHATEAU LA GRAVE 2003

** Chateau La Grave 2003**
Produtor: Chateau La Grave

Origem: Fronsac - Bordeaux (França)
Uvas: Merlot e Cabernet Franc
Safra: 2003
Importadora no Brasil: De la Croix
Preço Aproximado: R$ 105,00



Um Grand Vin de Bordeaux, que até perece mais do que isto. Um Bordeaux razoavelmente acessível perto de alguns outros e que realmente entrega qualidade de gente grande. Um vinho para ser servido tanto em um jantar mais intimista quanto algo maior, pois certamente, em ambos os casos, vai impressionar. Taninos presentes, mas na medida certa. Um final de boca gostoso e persistente. Claro que a boa safra de 2003 também ajuda muito, mas é um vinho que dá para perceber que tem estrutura e é feito com cuidado. Além de ser mais um biodinâmico no portfolio da De la Croix, que tem como principal diferencial, o fato de trazer apenas vinhos orgânicos ou biodinâmicos.

DICIONÁRIO DAS UVAS - BARBERA

Já que na semana passada falei sobre a Nebbiolo, uva do Piemonte e bem conhecida, nos manteremos hoje nesta mesma região, falando agora da Barbera. Uma uva tinta que dá vinhos equilibrados, mas com certa acidez, que é sua característica principal. Não tem a mesma fama e reconhecimento da Nebbiolo, mas vem ganhando espaço aos poucos.

Os principais vinhos são o Barbera d`Alba e Barbera d`Asti. Seus vinhos apresentam cor rubi vivo com aromas de frutas vermelhas e um pouco herbáceo; Na boca são frescos, não tão encorpados e com uma acidez típica dos vinhos italianos.
CHEERS!!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

VINHOS DOS SONHOS

Sommelier do Fasano há 17 anos, Manoel Beato, 44, orgulha-se de ter tomado"quase tudo de bom que existe no mundo". Cheval Blanc 1947? Três vezes. Mouton-Rothschild 1945? Cinco vezes. Château Margaux 1900? Três vezes. Agradece "aos céus" e "aos padrinhos do vinho", como ele chama os clientes que se tornaram amigos e o convidam para compartilhar os "momentos mais incríveis", quando decidem abrir grandes vinhos. Ter acesso a "adegas fabulosas" e contar com a generosidade dos clientes ajuda, e como, mas não esvazia o baú de desejos.

O repertório de Beato também tem lacunas. E quais são esses vinhos dos sonhos?A Folha fez esta pergunta ao sommelier do Fasano e a outros três profissionais de São Paulo: Alexandra Corvo, que trabalhou no D.O.M. e hoje é proprietária da escola de vinhos Ciclo das Vinhas; Tiago Locatelli, doVaranda Grill; e Carina Cooper, da Salton. Os vinhos apontados são, em sua maioria, raros e caros, com valores difíceis de mensurar (leia abaixo as escolhas).

"Às vezes, você até vê na internet um Cheval Blanc 1947, um dos mais prestigiados, por uns US$ 6.000 [mais de R$ 13 mil]. Só que, quando vai comprar, não tem. Só encontra, e bem mais caro, em cavistas, aqueles caras que, quando alguém solicita, pedem uns dias e vão atrás, provavelmente em adegas particulares", diz Beato.

Com menos tempo de estrada, mas grandes vinhos na bagagem, Tiago Locatelli,28, prova que é possível sonhar com os pés mais próximos ao chão. Elegeu um vinho alemão, produzido num vinhedo muito pequeno e íngreme. Comparado a um de seus preferidos -o caro Château Palmer 1945-, fica "barato" -cerca de US$400 (R$ 900). "Não vem para cá porque é produzido em pequenas quantidades",diz Locatelli, na profissão há cinco anos.

A sommelière da Salton, Carina Cooper, 45, hesitou para escolher "só um". Acha que a sorte fala mais alto. "Tem tanta coisa que a gente não imagina e cai na mão. Estar aberto para isso é mais divertido do que querer um só", diz. A sorte parece conspirar a favor dela. No ano passado, esteve em Jerez, na Espanha, para participar da feira Vinoble. Foi surpreendida com um convite para uma degustação de várias safras de Château d'Yquem. "Nem dormi direito naquele dia. Esse vinho me emocionou inexplicavelmente."Mas nem tudo é emoção. Até os grandes vinhos têm seu dia de vinagre.

Quando ainda era sommelière do D.O.M., Alexandra Corvo, 33, atendeu certa vez "12 clientes super-ricos" de uma confraria. "Cada um levou uma garrafa. Abri o primeiro, um Château Beychevelle 1961, e estava morto! Sabe redução devinagre balsâmico no nariz? Mas eles provaram e nem ficaram tristes. Tinham outros 11."O primeiro contato de Beato com um Pétrus 1961, estimado em US$ 8.000 (cerca de R$ 18 mil), foi um desastre. "Estava bouchenée (com aroma de rolha). Ficou aquela frustração."Nada que uma degustação, anos depois, de três safras de Pétrus (1982, 1970 e1961) não tenha compensado a espera.


CHEERS!!

Fonte: Folha de São Paulo

MARADONA OU ZAMORANO - FINAL

Bom, depois de falarmos um pouco sobre cada um dos dois países, não é difícil prever que país tem maior capacidade de expansão no mundo dos vinhos. Os dois países conseguem produzir tintos maravilhosos, para bebermos ajoelhados. Isso é um fato. Mas há uma diferença geográfica que privilegia um e limita o outro. E esta, para mim, é a grande diferença. Os enólogos e proprietários argentinos podem causar uma revolução no país com novas descobertas? Claro que podem. E, em se tratando de vinhos, tudo é possível se mãos e paladares competentes ajudarem. Certamente temos isso de sobra por lá. Mas há um detalhe que faz toda a diferença: se a natureza não permitir, as coisas ficam mais difíceis.

E, para terminar, eu não poderia deixar de falar, mesmo que brevemente, sobre as uvas emblemáticas desses países.

Na Argentina, a malbec é notadamente a rainha das uvas, produzindo vinhos maravilhosos, encorpados e potentes, dependendo do modo como for vinificada. É uma uva que cativou muita gente e conquista legiões de fãs com seus vinhos marcantes. Mas, segundo o maior nome do vinho argentino, Nicolas Catena Zapata, a uva do futuro na Argentina é a italiana bonarda, que hoje é muito usada para vinhos de corte, alguns de baixa qualidade, mas que, segundo ele, será a grande uva dos varietais argentinos. Hoje, contraditoriamente, ela é a uva mais plantada no país, com 20% mais plantações do que a famosa malbec. O que acontece é que nossos hermanos estão começando a acertar a mão com essa uva e produzindo bons vinhos. Como exemplo, podemos citar os diversos prêmios que a bodega Nieto Senetiner já ganhou com seu varietal bonarda.

No Chile, a carmenère, que chegou ao país como sendo uma muda de merlot e depois se descobriu que não era, resistiu à filoxera e no Chile tem dado mostras de que pode produzir vinhos com personalidade, sempre bem herbáceos e marcantes. Vinhos de corte ou varietais? Tanto faz! A carmenère tem feito de tudo. E feito muito bem! E, se a Argentina tem a bonarda como uva do futuro, o Chile está tomando emprestada a uva do seu vizinho para fazer suas apostas: a malbec, que hoje é símbolo argentino, já tem dado mostras de que pode fazer muita coisa boa no Chile. E um ótimo exemplo disso é um dos melhores vinhos chilenos da atualidade, o Viu1, que leva 90% de malbec em sua formulação. Uma maravilha!

Vale Central ou Mendoza? Neuquén ou Bío-Bío? Carmenère ou malbec? As variáveis que vão decidir essas disputas são muitas: climas, solos, águas, relevos, variedade de uvas, investimento externo e muitas outras coisas que acabam ditando a regra do jogo, dizendo quem pode mais hoje e quem poderá mais amanhã. Mas uma coisa é certa. Independentemente de qual país se saia melhor, essa disputa já tem um vencedor: nós, consumidores, que poderemos cada vez mais nos deliciar com excelentes amostras dos dois países.

Já no Brasil... Bom, esse é um assunto para um outro texto, pois dá para falar muita coisa sobre nossos vinhos, apesar de ainda estarmos engatinhando na produção de vinhos de qualidade. Mas, se acertarmos a mão, poderemos surpreender...

Por fim, talvez você esteja perguntando o porquê do título “Maradona ou Zamorano?” É que, nesse caso, enquanto acho que o Chile ganha da Argentina com o vinho, no futebol eles perdem de goleada para o nosso principal rival. Sem dúvida, o Maradona jogou muito mais bola que qualquer chileno. Mas, se é assim, desculpem-me, chilenos, argentinos e até italianos, portugueses e franceses. Sou mais o Pelé.



CHEERS!!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

LUTO

Não é tipo de notícia agradável de se dar, mas como um dos princípios do Blog é ser uma fonte de informação, me sinto no dever de colocar até mesmo este tipo de notícia.

O presidente da Vinícola Salton, Ângelo Salton Neto, morreu nesta terça-feira em São Paulo após um infarto.

Ângelo era paulistano, formado em engenharia, e assumiu a presidência da Vinícola Salton antes dos 30 anos. Ele foi responsável pelo início dos investimentos da empresa em vinhos espumantes finos, um dos principais produtos da vinícola atualmente.

A companhia, fundada em 1910, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, inicialmente como um armazém, passou a dedicar-se à cultura de uvas e elaboração de vinhos.

Em 1948, estabeleceu uma filial em São Paulo para conseguir atender aos pedidos de todo o País.

Até 2008, a Salton possuía dois vinhedos modelos, Tuiuty e Santa Lúcia, com 70 hectares no total, e 550 fornecedores de uvas.

Certamente o Brasil perde um dos grandes entusiastas do vinho e um dos responsáveis pela melhora de qualidade de nossos vinhos.

E termino, infelizmente, sem o CHEERS tradicional por uma questão de respeito.

ANTES DE MORRER, LEIA.

Este livro é essencial para os amantes do vinho. Mas leiam antes de morrer, como diz o título!

1001 Vinhos para Beber Antes de Morrer é um livro bastante ilustrado e interessante que cita 1001 vinhos imperdíveis, entre os tantos que existem no mundo, para bebermos antes de morrermos. Aqueles que valem a pena pelo menos um gole, como experiência de vida.

São 1001 resenhas sobre os mais notáveis vinhos produzidos em todas as regiões do mundo, descrições das sensações da degustação, histórias e as curiosidades escondidas por trás dos rótulos.

Com uma equipe de 44 especialistas, Neil Beckett criou um guia completo sobre a diversidade que faz dos vinhos uma fonte permanente de fascínio e prazer. Eles indicam os vinhos que irão agradar ao paladar, explicam o que faz com que eles sejam tão especiais, dão referência de preço e sugerem a época ideal para consumi-los. Alguns dos vinhos são antigos e raros, mas a maioria está disponível no mercado e pode ter preços surpreendentemente acessíveis.

É um livro que vai ser útil aos que já tem algum conhecimento sobre o vinho e também àqueles que ainda não entendem muito do assunto.

Ainda não li o livro todo, preciso comprar. Mas já li algumas partes de pessoas conhecidas e já deu para ter noção que é um livro bem bacana para ter na biblioteca enológica.


CHEERS!!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

DICIONÁRIO DAS UVAS - NEBIOLO

Uva tinta original do Piemonte (norte da Itália), é a uva dos Barolos e Barbarescos, vinhos de enorme prestígio no mundo todo, alguns por sinal, bem caros. Ela não costuma ser combinada com outras variedades. Como ocorre com muitas cepas européias, a Nebbiolo tem permanecido fiel às suas origens, e não se tem noticias de plantações significativas de Nebbiolo em outras regiões.

A principal característica dos vinhos desta uva é a longevidade deles.Os Barolos e Barbarescos são vinhos que costumam durar muito tempo e se bebidos ainda jovens, podem não render o que se espera deles, pois estarão alcoólicos e com acidez bastante elevada.Tem uma cor escura, e com aromas complexos e nem sempre facilmente decifráveis.Na boca, tem corpo e taninos finos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

VINHOS E VÔOS - POR FELIPE KAUFMANN

Caros amigos do EnoDéco,
Aqui vão mais algumas cias. aéreas para avaliarmos as cartas de vinho. E como disse no post anterior, vcs verão que a carta da United realmente muda bastante...

Cathay Pacific
Classe Economica
Trecho: Hong Kong- Auckland e retorno

Branco:
First Step Charonnay 2007 Australia

Tinto:
Penfold’s Shiraz Cabrenet 2007 Australia

Na sala VIP da primaira Classe aqui de Hong Kong eles tem vinhos, porém nao mostram qual é. O garçom ofereceu Champagne, Merlot ou Pinot Noir, Chardonnay ou Semillon. Vc pode jantar lá, pois eles tem um Buffet supercompleto que é excelente. Estava de economica mas com o meu cartao de milhagem, consegui acesso à sala da primeira.


United Airlines
Como falei, a United é uma das companias que mais mudam de vinhos.

Trecho: De Hong Kong para Chicago
Classe Executiva

Champagne
Phillponart N/V Champagne Brut Royal Réserve ou
Lanson Brut Black Label N/V

Vinho Branco
Vincent Sauvestre 2006, Chablis ou
Quivira Fig Tree, Sauvignon Blanc 2005, Central Coast
Liberty School, Chardonnay 2005, Central Coast

Vinho Tinto
Chapoutier Belleruche 2006, Cotes du Rhone
Chateau Bonnin Pichon 2004, Lussac
Trapiche Oak Cask Malbec 2005, Mendoza
Pedroncelli Three Vineyards Cabernet Sauvignon 2005, Dry Creek Valley

Trecho: De Hong Kong para Los Angeles
Classe Executiva

Champagne
Pol Roger Brut N/V
Piper-Heidsieck Brut N/V

Vinho Branco
Labouré-Roi Abbaye de Fontenay 2006, Montagny
Salmon Harbor Chardonnay 2005, Columbia Valley
Geyser Peak Sauvignon Blanc 2006, California

Vinho Tinto:
Domaine Santa Duc Vieilles Vignes 2005, Cotes du Rhone
Jaboulet Le Paradou 2006, Beaumes-de-Venise
Fabre Montmayou Gran Reserva Malbec 2006, Mendoza e
Aquinas Cabernet Sauvignon 2005, Napa Valley

Trecho: De Chicago para São Paulo
Classe Executiva

A mesma lista do voo acima

Trecho: De Hong Kong para Cingapura e retorno
Classe Executiva

Champagne
Piper-Heidsieck Brut N/V
Mumm Cuvee Brut Napa Valley Champagne (estranhamente eles colocaram este espumante como sendo Champagne) vou escrever um email para eles para que corrigam o engano, pois não é permitido...

Vinho Branco
Labouré-Roi Abbaye de Fontanay 2007, Montagny
Lockwood Vineyard Chardonnay 2007, Monterey
Geyser Peak Sauvignon Blanc 2006, California

Vinho Tinto:
Jaboulet Le Paradou 2006, Beaumes-de-Venise
Firestone Vineyards Select Merlot 2005, Central Coast
“L” de Lyeth Cabernet Sauvignon 2005, Sonoma

Espero que tenham gostado.

Abraços, bom final de semana e tim tim,

Felipe

VINHO DA SEMANA - RISCAL 1860 Tempranillo 2006

** Riscal 1860 Tempranillo 2006**
Produtor: Marques de Riscal
Origem: Castilla y León (Espanha)
Uvas: Tempranillo
Safra: 2006
Importadora no Brasil: Interfood
Preço Aproximado: R$ 50,00


Um vinho simples, mas muito honesto e que vale o que custa. A vinícola Herdeiros de Marqués de Riscal é uma empresa pioneira do setor vitivinícola da Espanha. Em 1858 tornou-se a primeira bodega da região de Rioja - Espanha, onde elaborava vinhos segundo métodos bordeleses. Mais tarde, tornou-se a primeira bodega impulsora da Denominação de Origem Rueda, onde hoje se elaboram os famosos vinhos brancos de Marqués de Riscal.
Este vinho em particular é uma bela opção para o dia-a-dia. Um vinho leve, como é característica desta uva, com um toque também leve, mas perceptível de madeira, ele é muito frutado e na boca é bem suave. Em outras safras (2003 e 2004) já chegou a levar 91 pontos da Wine Enthusiast. Pelo preço, um vinho para se comprar em quantidade e ter em casa para ocasiões mais descompromissadas e degustar numa boa, tranquilamente.CHEERS!!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

MARADONA OU ZAMORANO - PARTE 2

Retomando o assunto iniciado na semana passada, vamos agora andar na direção do Oceano Pacífico, chegando ao Chile, país extremamente peculiar em sua geografia, o que é — e certamente continuará sendo — determinante para seu crescimento nesse mercado do vinho.

Tudo começou mais ou menos na mesma época que a vinicultura argentina. Na verdade, um pouco depois, por volta de 1550, com missionários espanhóis que faziam vinhos de mesa e de missa. Porém, na segunda metade do século XIX, enquanto os vinhedos franceses foram devastados pela praga da filoxera, as plantações chilenas ficaram intactas, o que foi um marco para a vinicultura local. Mesmo com o governo militar atuando fortemente no país, quando metade dos vinhedos do país foram destruídos, os produtores resistiram e continuaram a produzir vinhos cada vez de melhor qualidade, principalmente com a injeção de capital estrangeiro, vindo da Europa, da Austrália, dos Estados Unidos e até do Japão. Com esses investimentos, muita tecnologia foi implantada, e a qualidade dos vinhos foi melhorando sensivelmente. Hoje, o país é um dos grandes centros vinícolas do mundo, e, quando se fala em custo-benefício, talvez seja o melhor.

Uma das explicações para esse sucesso todo é, mais uma vez, a geografia e o clima. Estrategicamente localizado entre o Pacífico e a Cordilheira dos Andes, o Chile tem várias regiões vinícolas, algumas delas já conhecidas, outras que estão se tornando conhecidas agora e outras que têm um grande potencial para crescer. As uvas do Chile vêm principalmente do Vale Central, situado no meio do país, e que é uma zona agricultora extremamente fértil. O clima no vale tem temperaturas máximas no verão entre 15ºC e 30ºC e uma umidade excelente para as uvas. As montanhas litorâneas não deixam que a chuva que vem do oceano chegue tanto a essa região. Mas essa falta de chuva não atrapalha as plantações, pois há inúmeros rios na região que irrigam as terras.

As principais regiões chilenas hoje são o Aconcágua (norte), Vale Central e região sul, tendo cada uma diferentes características, as quais determinam a qualidade e a variedade dos vinhos que saem de lá. O Aconcágua é a região mais seca e quente do Chile, com uma predominância de bons vinhos cabernet sauvignon. Mas, dentro dessa região, está talvez uma das grande recentes descobertas, o Vale de Casablanca, responsável por excelentes brancos feitos de chardonnay e sauvignon blanc e tintos feitos de pinot noir, que são uvas que precisam de um clima mais frio, com brisas marinhas e névoas características desse belo vale que fica no caminho entre Santiago e Viña del Mar. Antes de chegar ao Vale Central, passamos pelo Vale do Limarí, recente descoberta chilena na vinicultura que tem dado vinhos maravilhosos nas mãos dos enólogos da Viña Tabalí, uma vinícola relativamente nova, mas que vem colecionando apreciadores pelo mundo e, principalmente, aqui no Brasil. Descendo para o Vale Central, temos nele as sub-regiões do Maipo: Curicó, Rapel e Maule. Nessa região, estão as principais vinícolas do país e certamente os melhores vinhos. Destaque para os cabernets, carmenères e, mais recentemente, os syrahs, que têm ganhado grande destaque no Vale do Colchagua, mas mais ao sul. Mas não podemos também deixar de lembrar alguns ótimos sauvignon blancs, semillons e merlots oriundos de lá. Quanta variedade! Por fim, vamos à região sul, no Vale do Bío-Bío, onde a produção ainda é muito voltada para o consumo interno.

E semana que vem escrevo o fechamento e minha opinião final sobre o futuro dos dois países...


CHEERS!!

DESTAQUES PORTENHOS

Não sou o mais ferrenho defensor do sistema de notas que o mundo do vinho tem, principalmente por ícones como Robert Parker e Jancis Robinson ou por publicações especializadas que estão espalhadas pelo mundo inteiro. Mas também não sou completamente contra. Acho que não podemos ignorar a experiência e conhecimento de tais figuras, e devemos sim prestigiar os vinhos por eles reconhecidos como bons. Mas sou contra quem só compra e bebe vinhos com altas pontuações. Acho que pessoas que se pautam apenas em notas, não confiam nos seus próprios paladares e acabam limitando os vinhos que bebem. E isto, para bons apreciadores e os que querem explorar o mundo enológico, não é legal.

Considerando isto, queria citar a lista que recebi por e-mail da Grand Cru sobre a última prova de Parker de vinhos Argentinos. Não tenho motivos para fazer propaganda deles, mas o intuito é divulgar coisas que eu ache que valem a pena. E a lista que recebi é bem interessante! 33 vinhos importados pela Grand Cru receberam 90 pontos ou mais do Parker em Dezembro do ano passado. Uma marca bacana e certamente importante para a importadora. Acho que dois destaques merecem ser dados:

- Bodega Doña Paula, que emplacou 6 rótulos, entre eles o Seleccíon de Bodega Malbec 2005 com 94 pontos.

- Viña Cobos, com 9 rótulos, entre eles o Malbec Marchiori Vineyard, com a safra 2005 que levou bons 98 pontos e a safra 2006 que levou nada menos que 99 pontos!

Vale dar uma passada pela lista e provar alguns deles, pois há vinhos para todos os bolsos! No site da importadora (aqui) dá para visualizar a lista toda.


CHEERS!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

VINHOS E VÔOS - POR FELIPE KAUFMANN

Caros leitores do EnoDeco. Hoje vamos a mais algumas Cias. Aéreas e seus vinhos:



UNITED

A United é uma das companias que eu viajo que mais mudam de vinhos. Ela está renovando o interior de todos os seus aviões que voam em rotas interncontinentais. A mudança principal fica por conta da classe executiva e da primeira classe. As cadeiras viram cama, ou seja, ficam a 180 graus, extamente como na British Airways, Cathay Pacif (new Bussines & First class) e Air New Zealand.

Nos voos internacionais em classe executiva eles servem:

Champagne:
Pol Roger Brut NV
Piper-Heidsieck Brut NV

Vinhos Brancos:
Labouré-Roi Abbaye de Fontenay, Montagny, Chardonnay 2006;
Fevre Champs Royaux, Chablis, Chardonnay 2006;
Salmon Harbour, Columbia Valley, California, Chardonnay 2005
Geyser Peak, California, Sauvignon Blanc 2006

Vinhos Tintos:
Domaine Santa Duc, Cote du Rhone, Grenache Vielles Vignes 2005;
Jaboulet Le Paradou, Grenache, Beaumes de Venise 2006;
Fabre Montmayou, Mendoza, Malbec Gran Reserva 2006
Aquinas, Napa Valley, Cabernet Sauvignon 2005




QANTAS

Na sala VIP da primeira Classe da Qantas em Auclkand tinha:

Champagne:
Lanson Black Label Non Vintage

Brancos:
Wolf Bass, Claire Valley, Gold Label Riesling 2005
Matua Valley Parental, Sauvignon Blanc 2007, New Zealand
Jud State Gisborne, Chardonnay 2007, New Zealand

Tintos:
Saltram Marme Brook, Shiraz 2005, Autralia
Matua Valley Shingle Peak Reserve 2007, Pinot Noir, New Zealand

Dei também um pulo na sala da executiva e a única diferença é que nao tinha champanhe, mas sim um espumante Lindemans.

Espero que tenham gostado.


Abraços e tim tim,

Felipe

DICIONÁRIO DAS UVAS - CARIGNAN

Uva da região sul da França, utilizada principalmente em vinhos das regiões do Languedoc e da Provence. Na Espanha é conhecida como Cariñena e na Itália como Carignano. É uma uva geralmente usada em vinhos de assemblage, mas que tem produzido também bons varietais.

Antigamente ela era considerada uma uva rústica e popular demais para vinhos de corte. Porém, o grande sucesso da região catalã do Priorato, a partir dos anos 80, recuperou o prestígio.

É uma uva de casca grossa e que produz vinhos escuros, com taninos firmes e bastante saborosos. Uma uva diferente e que vale a pena experimentar, por ser diferente e não encontrada muito frequentemente por aí.
CHEERS!!